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“E sucedeu que eu morri. Não levei um tiro ou algo assustador do tipo, mas aconteceu que eu morri. Foi naquele dia, quando eu disparava de enviar mensagens na inocência que obteria uma resposta sua. Foi naquele domingo, que minha família toda reunida me olhou com pena questionando: “Ele não vem mesmo?” e eu senti pena de mim. Você foi me matando dia após dia. Eu morri quando minha vó entrou no meu quarto e se deparou comigo numa situação frustrante, mas com aquela serenidade incrível que só ela tem, me olhou, perguntou se eu queria continuar daquela forma e que eu precisava de forças para me reerguer. Eu morri porque você me asfixiou silenciosamente antes de dizer adeus, aliás, você não disse adeus. Eu deduzi que era o fim e era mesmo. Você me convidou para nadar em alto-mar, mas disse que me seguraria e você nem olhou pra trás. Ou melhor, você até olhou, mas foi só para me ver afogar. Você me viu batendo os braços, perdendo o ar e ficando menor. Você me matou aos poucos e eu nem percebi. Então eu fui diminuindo, ficando minúscula, me apequenando, por fim, eu era só um borrão no meio do oceano, sozinha e sem coração. Eu morri e não estou falando de morte física.”

Anelise Cristine.

qui. — jul., 8



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